Jesus e as crianças

Jesus e as crianças
Deixai vir a mim esses pequeninos

quarta-feira, 5 de março de 2014

Encontro de catequese / Páscoa

 Páscoa.

O tempo pascal compreende cinquenta dias (em grego = "pentecostes"), vividos e celebrados como um só dia: "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22). 

O tempo pascal é o mais forte de todo o ano, inaugurado na Vigília Pascal e celebrado durante sete semanas até Pentecostes. É a Páscoa (passagem) de Cristo, do Senhor, que passou da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a páscoa também da Igreja, seu Corpo, que é introduzida na Vida Nova de seu Senhor por meio do Espírito que Cristo lhe deu no dia do primeiro Pentecostes. 

sugestão de atividades






Encontro de catequese / Semana Santa

Nos passos de Cristo-Semana Santa
Com o Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa. É a 'semana maior' do ano litúrgico e da piedade popular cristã. A Igreja convida a vivê-la intensamente, acompanhando os passos de Cristo na sua humilhação, sofrimento e condenação à morte, para termos parte no triunfo de sua ressurreição gloriosa.

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, nos convidou a aclamar Jesus, o Ungido e Enviado de Deus, nosso Senhor e Salvador, com palmas nas mãos: palmas do martírio e da vitória do Vivente sobre a morte, do Rei da Vida sobre o reino da morte…


Na Quinta Feira Santa, a Missa do Crisma e da Renovação das Promessas Sacerdotais nos recorda somos o povo sacerdotal, que Jesus reuniu em torno de si e leva o seu nome; somos chamados a viver santamente e a proclamar a glória de Deus no mundo. Ao mesmo tempo, Jesus instituiu o sacerdócio ministerial, para que os sacerdotes, ungidos pelo Espírito de Cristo e com sua autoridade, continuem a ser para o povo sacerdotal aquilo que ele foi e continua a ser através deles: sacerdote, profeta e pastor.

Na Missa vespertina, 'na Ceia do Senhor', somos convidados a sentar à mesa pascal com Cristo. Lembramos a instituição da Eucaristia, sinal e sacramento da "vida doada" – de Jesus Cristo – em sacrifício amoroso pela salvação da humanidade. O Sacramento da Eucaristia nos enche de gratidão reverente e de alegria, porque é Jesus que se doa a nós, como alimento espiritual, companhia e presença real permanente, amor que amou até o fim. No "lava-pés", Ele nos deixou o exemplo, para que o imitemos no serviço humilde e dedicado aos irmãos: "Eu, que sou vosso Mestre e Senhor, dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa" (cf Jo, 13,14-15).


Continuamos a seguir os passos de Jesus Cristo na Sexta Feira da Paixão. No drama de sua prisão, julgamento, tortura, condenação à morte e crucificação, nossa fé e fidelidade a Cristo são postas à prova. Não o atraiçoemos nem façamos dele objeto de lucro avarento, como Judas Iscariotes; não fiquemos distantes e indiferentes diante dele, nem neguemos conhecê-lo, como Pedro; e nem fujamos dele, como quase todos os demais apóstolos, quando se faz difícil professar-se cristão, diante das injúrias, riscos ou cruzes, por causa de nossa fé e nossa pertença a Cristo e à Igreja dele. Fiquemos fiéis a Ele, firmes ao lado dele, como Maria, o apóstolo S.João, as santas mulheres… Sejamos testemunhas da verdade, contra toda forma de falsidade, corrupção e injustiça cometidas contra Ele, na pessoa dos irmãos que sofrem. Como o Cirineu, ajudemos a carregar a sua pesada cruz, que ainda pesa nos ombros de tantos irmãos sofredores; enxuguemos sua face ensanguentada nos rostos dos irmãos rejeitados pela sociedade, nas vidas inocentes violentadas, desprezadas, mandadas à morte…

Na Sexta Feira Santa, arrependidos, batamos no peito e peçamos o perdão por nossos pecados, bem sabendo que Ele morreu por todos e cada um de nós: não fomos nós que o exigimos: foi Ele que se entregou por amor, infinito amor, para estender-nos a mão misericordiosa de Deus. "Tanto Deus amou o mundo, que lhe entregou seu Filho único, para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna". (Jo 3,16). E cresça em nós o propósito de abandonar todo caminho que não seja aquele que Jesus abriu e indicou à humanidade, caminho de verdade, justiça, santidade e vida. Sigamos seus passos, para a superação de toda condenação injusta, toda violência e desrespeito pela pessoa do próximo. Ele nos convida a seguir seus passos, que levam à vida.


O Sábado Santo nos conduz à sepultura de Jesus, para prestarmos nossa homenagem a ele, cheios de gratidão e amor, como José de Arimatéia, Nicodemos, Madalena e as outras Marias… Sábado de vigília e de certeza que a vida já venceu a morte. Sim, porque Deus estava do lado dele; ele nada fez de mal e estava certo o centurião romano, ao exclamar, após a morte de Jesus: "verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!" (Mc 15,39). Sim, Deus não abandonou o seu Justo no pó da morte, mas o fez levantar-se e aparecer vivo diante dos discípulos e de muita gente!

A Vigília Pascal é a solene, reconhecida, tocante, alegre proclamação das maravilhas de Deus na criação e na obra da salvação, que tem seu momento culminante na vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. E nós, com firme fé, estamos com nossas lâmpadas acesas, à espera que o Senhor da Vida nos comunique a plenitude da sua vida, já manifestada no Mistério Pascal. Corramos ao seu encontro, como Madalena, Pedro e João, professemos nossa fé no Senhor ressuscitado, como os apóstolos, mesmo se vacilantes: Ele nos quer dar sua paz e confirmar nossos corações inconstantes, acompanhando-nos, como aos discípulos de Emaús, no caminho da vida.


Sugestão de atividade:



Encontro de catequese/ Quaresma

O que é a Quaresma?
A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa. É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.

Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Nos convida a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus.

Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos. Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

Sugestão de atividade:




Encontro de catequese / quebra-gelo

Tema: Acolhida
Quebra - gelo
Sugestões 1 : Tomé onde está tua fé!

Esta dinâmica é muito parecida com a brincadeira ‘Detetive’ cujos personagens são: o assassino, o detetive e as vítimas. Na brincadeira ‘Tomé, onde está a sua fé?’ teremos novos personagens: Jesus, Tomé e os discípulos. Esta é uma brincadeira para ilustrar a mensagem de fé transmitida na passagem bíblica de Tomé.
Material: Tiras de papel e caneta.
Escreva sobre um papel ‘Jesus’, sobre outro ‘Tomé’ e tantos ‘Discípulos’ quantos necessários para completar o número de crianças. Dobre os papéis e sortei. As crianças se colocam num círculo e Jesus deve discretamente piscar com um olho para qualquer das crianças, enquanto Tomé tenta descobrir qual criança é Jesus. Jesus é sinal de vida nova, quando ele piscar, se a criança for um discípulo deverá dizer:- ‘Jesus está vivo no meio de nós!’Tomé não acredita que Jesus está presente no meio dos discípulos porque não o vê, procura descobrir onde está Jesus.Quando Tomé descobrir, ou pensar que descobriu, este indicará a pessoa dizendo: - Jesus, é você ?
Caso a criança que Tomé indicou seja um dos discípulos, então, quem estiver representando Jesus, manifesta-se dizendo:- Tomé, onde está a sua fé???
Inicia-se a brincadeira novamente.A criança que foi o Tomé pode redistribuir os papeizinhos com os personagens.
Para aprofundar:

Leia: João 20.24-29.

Explique que muitos colocam a sua fé em várias coisas, até mesmo na natureza, ou em amuletos como pé de coelho, ferradura, etc… mas a verdadeira fé que nos salva é a fé em Jesus Cristo. Atos 4:12 E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.
Pergunte: Você tem sido como o Tomé? Ou você já crê em Jesus, crê que Ele é o Salvador, que está presente, e está vivo?

Dinâmica 2: Caça ao tesouro

Objetivo: ajudar as pessoas a memorizarem os nomes umas das outras, desinibir, facilitar a identificação entre pessoas parecidas.
Para quantas pessoas: cerca de 20 pessoas. Se for um grupo maior, é interessante aumentar o número das questões proposta.
Material necessário: uma folha com o questionário e um lápis ou caneta para cada um.
Descrição da dinâmica: o catequista explica aos participantes que agora se inicia um momento em que todos terão a grande chance de se conhecerem.
A partir da lista de descrições, cada um deve encontrar uma pessoa que se encaixe em cada item e pedir a ela que assine o nome na lacuna.
1. Alguém com a mesma cor de olhos que os seus;___________________________________
2. Alguém que viva numa casa sem fumantes;_______________________________________
3. Alguém que já tenha morado em outra cidade;_____________________________________
4. Alguém cujo primeiro nome tenha mais de seis letras;________________________________
5. Alguém que use óculos;_______________________________________________________
6. Alguém que esteja com uma camiseta da mesma cor que a sua;________________________
7. Alguém que goste de verde-abacate;_____________________________________________
8. Alguém que tenha a mesma idade que você;_______________________________________
9. Alguém que esteja de meias azuis;_______________________________________________
10. Alguém que tenha um animal de estimação (qual?)._________________________________
11.Alguém que estude na mesma escola que você:____________________________________
12.Alguém que saiba dançar:_____________________________________________________
13.Alguém que tenha os cabelos lisos:______________________________________________
14.Alguém que tenha os cabelos enrolados:__________________________________________
15.Alguém que seja mais alto que você:_____________________________________________
16.Alguém que seja mais baixo que você:____________________________________________
17.Alguém que seja exatamente do seu tamanho:______________________________________
Pode-se aumentar a quantidade de questões ou reformular estas, dependendo do tipo e do tamanho do grupo.
Ao final da pesquisa,cada um poderá ler a sua relação de tesouro,ou  cronometrar um tempo e ao final deste tempo,todos se sentam e ai,vejamos quem encontrou mais tesouros,ensinando-os que quem encontra um amigo encontra um tesouro.



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

atividades para a Campanha da Fraternidade

Vamos colorir?


Objetos ocultos




Campanha da fraternidade - dica de encontro catequético

Iniciando o encontro
Crianças e adolescentes precisam conhecer seu próprio valor como obras especiais dentro do coração. É a partir dessa valorização que irão compreender o valor do outro, qualquer que seja a sua condição. Quem não valoriza o ser humano está desvalorizando também o grande artista que criou todos nós com capacidade de amar e de ser amados, de criar, de transformar a vida.
 Por trás do tráfico de pessoas (para trabalho escravo, adoções ilegais, exploração sexual, comércio de órgãos) está a colocação do dinheiro e dos bens de mercado como valor supremo, absoluto. O abuso sexual aparece também como um modo de tratar o corpo como objeto. Crianças e adolescentes precisam crescer sabendo identificar o que realmente é importante. A questão do sentido da vida humana deve ser abordada a partir de recursos ao alcance de cada faixa etária. O mesmo vale para os exemplos que serão apresentados de acordo com a sensibilidade de cada grupo de catequizandos. Apesar de gravidade e de certos aspectos pesados do tema, possivelmente as crianças estarão mais dispostas a valorizar o que vai ser refletido, a partir da própria inocência com que contemplam a vida. 

Desenvolvimento do encontro 

 Preparação do local: Colocar em destaque o cartaz da Campanha da Fraternidade e a Bíblia. Prepara uma folha com três colunas e com os títulos: coisa barata, coisa muito caras, o que não tem preço. Trazer figuras de pessoas de variadas etnias, idades, situação social e anúncio de produtos que estão a venda. Compor faixas com os textos bíblicos citados. 

Apresentação do tema 



O catequista vai conversar sobre a Campanha da Fraternidade, verificando o que os catequizandos já sabem sobre isso. Outras campanhas podem ser lembradas. Como ela é feita na Quaresma, temos aí uma oportunidade de explicar o significado desse tempo litúrgico que nos convida a uma revisão de vida.
 Serão apresentados o cartaz e o tema, com uma explicação do significado geral de tráfico humano (trabalho escravo, exploração de atividade sexual, venda de crianças para adoção ilegal e comércio de órgãos) adaptada à idade e à sensibilidade dos catequizandos. Aí pode comparar o que o grupo já sabe sobre o processo de escravidão vivido em outros tempos com os tipos de escravidão que podem ocorrer ainda hoje. 
   
Podemos vender coisas e não pessoas. Por quê? 

Todos os dias vemos anúncios que mostram como é o nosso sistema de compra e  venda (apresentar recortes de anúncios publicados em revistas, folhetos e jornais, com o preço de cada mercadoria anunciada). Por que algumas coisas são mais caras do que as outras? 
 Devemos comprar tudo que desejarmos? Há pessoas que só se sentem valorizadas se estiverem usando o que a propaganda diz que é indispensável. Mas quem será que tem mais valor: o jovem (ou a criança) que vive exigindo dos pais tudo o que os colegas estiverem usando ou quem sabe fica sem alguma coisa quando percebe que isso vai ser um sacrifício para os pais? O que é mais valioso para nós: um presente caro ou a alegria de estarmos sendo os melhores amigos dos nossos pais e de todos que cuidam de nós? Vale mais um brinquedo, uma roupa da moda, ou a amizade, a ajuda dos amigos e da família, a descoberta de nossas próprias qualidades? 
 Há coisas que podemos comprar e outras (mais preciosas ainda) que não tem preço. 

O catequista apresenta a folha com as três colunas. Os anúncios serão colados nas duas primeiras colunas e as figuras das pessoas na última: 
Uma história que nos dá bom exemplo 

Vamos pensar um pouco na história do Pinóquio. Gepeto era um fabricante de brinquedos, vivia disso: fazia os brinquedos e vendia. Um brinquedo mais caprichado, com mais recursos, certamente seria mais caro. Gepeto, porém, queria algo muito especial: não queria ser o melhor fabricante de brinquedos do mundo, queria ter um filho para amar. Fez o Pinóquio com muito cuidado, mas só ficou contente de verdade quando o boneco ganhou vida: agora ele poderia lhe trazer muita fama, ele não iria nunca querer vender, porque era amado como algo que não tem preço. O que havia no Pinóquio agora que fazia dele algo tão especial? 
 Esse Gepeto pode nos fazer pensar no nosso Deus. Ele criou muitas coisas, mas ao fazer os seres humanos, pensou neles como filhos a serem amados. Com certeza, toda a criação merece ser bem cuidada, mas as pessoas que Deus tanto ama, e que são também capazes de amar, precisam ter um tratamento especial. 

Quando o tráfico de pessoas leva gente para longe de tudo, não é somente a vida daquela pessoa que está sendo estragada; todo um futuro bom para muitos outros está deixando de existir quando se impede uma pessoa de desenvolver livremente seus dons, de criar coisas boas com liberdade, de cuidar bem daquelas a quem ama. 

(para colorir)






Alguém poderia dizer que não tem nada a ver com isso? 

 Quando alguém da nossa família é maltratado, achamos que não temos nada a ver com isso? Somos todos parte de uma família maior de filhos e filhas de Deus. De alguma forma, tudo que é feito a outro ser humano nos atinge. Se alguém acha a dignidade de uma pessoa por ser ignorada, essa pessoa está de fato pondo em perigo a dignidade de todas as pessoas, porque cada exceção vai tomando mais fácil desrespeitar a regra geral. Foi por isso que, há muitos séculos, o filosofo Sêneca já dizia: “Tua casa está em perigo quando a casa do vizinho está em chamas”. Concordamos com Sêneca? Podemos pensar em exemplos que mostrem como a insegurança dos outros que nos atinge? Quando respeitamos o outro, estamos indicando que queremos ser respeitados e estamos ajudando a perceber como esse respeito é importante para todos. 
 Quem segue Jesus não pode se conformar com a injustiça feita a qualquer pessoa, nenhuma vida pode ser desrespeitada. Quem faz tráfico de pessoas (enganado e escravizando trabalhadores e crianças, transformando relacionamentos sexuais em fonte de lucro) está tratando um ser humano como se fosse uma mercadoria. Jesus nunca iria concordar com isso! 
Para Deus, todos somos amados, especiais e importantes.

(para colorir)
Atividade para casa 
 
Converse com a família sobre o valor do ser humano e fazer algum gesto que mostre que sabemos que as pessoas são preciosas. Exemplo: agradecer o amor que recebemos, fazer uma gentileza para alguém que nos presta serviços. 
 
Oração final encerrando o encontro.